Mulher é estuprada em plena luz do dia: “levou um pouco da minha vontade de viver”

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De acordo com o último levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a cada dez minutos, uma mulher é estuprada no Brasil. Em Santa Catarina, a organização aponta que, por dia, dez mulheres são abusadas sexualmente. Em Joinville, nesta segunda-feira (9), uma jovem de apenas 20 anos entrou para as estatísticas. Ela foi violentada em plena luz do dia, no Centro da cidade. “Eu nunca me senti tão suja na vida”, declarou. O suspeito pelo crime foi preso no dia seguinte.

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O caso aconteceu por volta das 16h30, na Avenida Hermann August Lepper, quando a mulher, que teve a identidade preservada, estava saindo da prefeitura. Neste momento, um homem começou a persegui-la. 

“Eu estava andando normalmente, não é um caminho que eu faço todos os dias, mas sempre andei na rua sozinha e nunca tive problema. (…) Na avenida, percebi que ele estava me seguindo, olhei para trás, apertei o passo, mas ele também e me alcançou, me segurou pelo braço”, compartilhou a vítima à imprensa.

Foi então que o momento de pânico começou. O local é conhecido por ter várias árvores ao longo da Avenida. Entre duas delas, apesar do movimento de veículos e horário, o homem, fingindo se tratar de um assalto, a violentou sexualmente.

“Ele (…) me empurrou, pegou meu braço, disse que era um assalto e disse para não gritar ou iria me matar. Eu falei que poderia levar tudo, mas que não me machucasse. Ele tirou o pênis (da bermuda) e começou a se masturbar atrás de mim. Ficou se esfregando em mim e eu não consegui gritar. Não conseguia fazer nada. Acho que porque ele falou que me mataria. Não consegui ter reação”, relembra. 

Depois da violência, o sujeito a ameaçou mais uma vez. O mesmo, que vestia uma blusa de time de futebol, um short e estava com uma sacola em mãos, ordenou que a vítima andasse na direção contrária e não olhasse para trás.

“Ele não levou nada de material, mas levou um pouco da minha vontade de viver”, declarou. 

Posteriormente, apavorada com o que havia acabado de viver, ela se abrigou na guarita de uma empresa e foi ajudada por uma amiga, com quem estava indo se encontrar antes da violência que viveu. 

Ainda ali, ela ligou para a Polícia Militar e compartilhou o que havia acontecido. Foi encaminhada para a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (Dpcami), onde fez um boletim de ocorrência e passou pelo corpo de delito. 

PRISÃO DO AUTOR

Um dia após o crime, na terça-feira (10), o suspeito da autoria da violência contra a jovem foi preso. De acordo com a coordenadora da Divisão de Investigação Criminal, Tânia Harada, foram concentrados esforços em várias delegacias e no núcleo de inteligência da Polícia Civil de Joinville, por isso o homem foi detido rapidamente. 

Conforme afirma, após reunirem provas e a identificação de vários endereços ligados a ele, o sujeito foi preso quanto chegava à casa da namorada, também no Centro da cidade. Segundo Tânia, o receio era que, por conta da repercussão do caso, o autor fugisse da cidade. 

Ainda de acordo com a autoridade, o suspeito assumiu o crime, entretanto, durante o interrogatório, afirmou “não ter feito nada demais”, pois “não encostou nela”.

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