“Quem não vomitou tá cag…”: turistas enfrentam mar agitado para visitar ilha famosa em Florianópolis

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Na tarde desta quarta-feira (18), um vídeo registrou o momento em que um barco de transporte irregular para a Ilha do Campeche retornava lotado de turistas em direção ao Canal da Barra da Lagoa, em Florianópolis. As imagens mostram a embarcação “Nilo Oda” enfrentando ondas fortes no trajeto, em um cenário que exigiu atenção redobrada à segurança dos passageiros.

As informações foram obtidas de forma exclusiva pelo Jornal Razão, junto a profissionais do transporte marítimo que acompanharam a situação.

Um desses relatos criticou a travessia em meio às condições adversas. Segundo ele, o mar já apresentava ressaca há mais de 15 dias, com embarcações recolhidas em portos mais seguros. Ele classificou a saída do barco, que não faz parte do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado para regulamentar a atividade, como uma atitude arriscada, principalmente por levar turistas estrangeiros que desconhecem os perigos do mar da região.

O mesmo relato destacou ainda que não havia monitores na Ilha do Campeche porque a visitação estava oficialmente fechada devido às condições do tempo. Segundo ele, os signatários responsáveis pelo transporte regular não operaram justamente por não haver condições seguras, o que reforça a irregularidade da travessia realizada. A ausência de monitores, além de comprometer a segurança dos visitantes, abre espaço para exploração irregular da ilha, colocando em risco sua fauna, vegetação e também os sítios arqueológicos e históricos do local.

Outro áudio recebido pela reportagem cita que, no mês passado, a Guarda Municipal de Florianópolis teria atuado contra a mesma embarcação, recolhendo pedalinhos, stand-up paddle, caiaques e até bebidas alcoólicas comercializadas de forma irregular na praia da ilha. A ação resultou em autuações e na apreensão de materiais.

O Jornal Razão entrou em contato com a Prefeitura de Florianópolis, que assumiu recentemente a administração da Ilha do Campeche, e obteve a confirmação de que o município deve apurar o caso. Até a próxima semana, a Floram vai se reunir com as associações responsáveis pelo transporte regular para destacar a importância do trabalho já realizado e, ao mesmo tempo, pedir apoio na fiscalização de outras embarcações e grupos que atuam no local. A Prefeitura reforçará a necessidade de que as associações comuniquem imediatamente qualquer situação irregular observada, fortalecendo o compromisso conjunto pela preservação e organização da Ilha.

Além disso, a Guarda Municipal de Florianópolis (GMF) continuará fiscalizando o desembarque e o comércio ambulante. Essas ações ocorrem periodicamente, com frequência de duas a três vezes por semana fora da temporada e diariamente durante o verão. Cabe lembrar que a fiscalização do acesso pode ser realizada também por outros órgãos, como a Polícia Militar Ambiental e a própria Floram.

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