Guardas Municipais reclamam sobre desvio de função e represálias por não ‘lavarem viaturas’ em Itajaí

Share

Relatos que circulam nas redes sociais e em grupos de servidores apontam situações graves enfrentadas por agentes da Guarda Municipal de Itajaí (SC). As denúncias incluem imposição de tarefas fora das atribuições legais, ameaças de punição e ambientes insalubres durante o expediente.

Entre os principais pontos de insatisfação está a exigência de lavar viaturas ao fim dos turnos, prática que, segundo os guardas, não faz parte da função pública e deveria ser realizada por empresa terceirizada. “Chegar na base e lavar viatura virou rotina. Se alguém recusa, já vem ameaça de advertência”, disse um agente, sob anonimato.

Além disso, há queixas sobre as condições físicas de trabalho. Um grupo de servidores alega estar sendo mantido em um micro-ônibus sem ventilação, água potável ou higiene adequada, estacionado ao lado de um antigo matadouro, no bairro Nossa Senhora das Graças. O calor excessivo e a falta de estrutura estariam afetando diretamente a saúde dos trabalhadores.

É uma função que já carrega risco por si só, mas agora o ambiente também virou um problema. A gente sente que está sendo tratado como descartável”, afirmou outro guarda ouvido pela reportagem.

As reclamações geram preocupação sobre o ambiente organizacional e a gestão da Guarda Municipal, que, por lei, deveria zelar não apenas pela segurança da cidade, mas também pela dignidade dos próprios servidores.

O Jornal Razão deixa o espaço aberto para que o Governo Municipal de Itajaí e a coordenação da Guarda Municipal se manifestem oficialmente sobre os fatos relatados.

Read more

Mais notícias da região