“Acima de qualquer suspeita”: professor de judô estupra menina de 10 anos na Grande Florianópolis

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Um caso chocante envolvendo o professor e ex-judoca Dulcimar Antônio Grando, conhecido como “Pipoca”, está sendo investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina. Ele foi preso em flagrante na noite de quarta-feira (10) por suspeita de estupro de vulnerável contra uma menina de apenas 10 anos em São José, na Grande Florianópolis.

As informações foram obtidas pelo Jornal Razão em colaboração com a reportagem da NDTV Record, parceiros do JR.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pelo 22º Batalhão da Polícia Militar, a guarnição recebeu informações sobre o crime e localizou o suspeito dentro de seu veículo, um CAOA Chery Tiggo 5X, na rua Marechal Rondon, bairro Barreiros. A abordagem foi feita com base em flagrante continuado, e Dulcimar foi conduzido para a Delegacia de Polícia da região (2ª DP).

O crime teria ocorrido por volta das 22h no salão de festas de um condomínio de classe média em São José, durante um evento entre vizinhos. Segundo o pai da vítima, a filha de 10 anos havia ido pedir um pedaço de pão quando foi abordada por Dulcimar, que era conhecido pelas crianças do local como “Pipoca”.

Relatos indicam que o suspeito se aproveitou do momento para acariciar a criança, beijá-la na boca e, posteriormente, levá-la até o banheiro do salão de festas. O circuito interno de câmeras flagrou o momento em que ele tenta se esquivar dos pontos de gravação, posicionando a menina em um canto que pensava ser “cego”. Nas imagens, é possível ver ele abraçando a menina e entrando com ela no banheiro, onde permaneceram por cerca de um minuto e meio.

Após o ocorrido, a criança correu para casa e contou o que aconteceu aos pais. A mãe da vítima, em depoimento emocionado à equipe policial, relatou que a filha estava em estado de choque e revelou detalhes dos abusos sofridos. A menor disse que Dulcimar a forçou a beijá-lo na boca com uso da língua, passou a mão em sua cintura e nádegas, e dentro do banheiro teria dito frases como “eu te amo” e “você está gostando?”.

O pai da menina confirmou à PM que, ao checar as imagens do sistema interno de segurança do condomínio, pôde constatar o comportamento inapropriado e criminoso do suspeito. As gravações foram entregues à Polícia Civil como prova do ocorrido.

Após tomar conhecimento da denúncia, Dulcimar Antônio Grando fugiu do local no veículo citado. Guarnições realizaram rondas e localizaram o carro momentos depois. Ele foi abordado e detido sem resistência, sendo imediatamente encaminhado para a delegacia de plantão.

Apesar de acionado, o Conselho Tutelar informou que não se deslocaria ao local pois os pais da menor estavam presentes e prestando todos os esclarecimentos necessários. A investigação agora segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que deverá solicitar análise das imagens, ouvir testemunhas e colher novos depoimentos.

Dulcimar Grando é figura pública conhecida no meio esportivo catarinense, tendo sido homenageado em 2024 pela Assembleia Legislativa de SC pelos 40 anos de dedicação ao judô. Ele também atuava como professor de educação física, técnico esportivo e organizador de projetos sociais e eventos de inclusão por meio do esporte. A repercussão do caso gerou grande comoção na comunidade local, especialmente entre pais de alunos e vizinhos do condomínio.

O caso foi registrado como estupro de vulnerável, crime previsto no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro, cuja pena pode variar de 8 a 15 anos de reclusão. A identidade da vítima está sendo preservada em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O nome do condomínio também não foi divulgado para evitar exposição da menor.

O Jornal Razão acompanha o andamento do inquérito e a manifestação das autoridades. Até o momento, a defesa de Dulcimar Antônio Grando não se pronunciou oficialmente.

Dulcimar Antônio Grando também se apresentava como criador do Floripa Diversity Games, evento lançado em 2006 com o discurso de promover inclusão social através do esporte. O projeto ganhou visibilidade ao reunir atletas de diferentes perfis, especialmente da comunidade LGBT, em competições coletivas que pregavam respeito e diversidade. Durante anos, Grando se colocou como defensor da tolerância e do combate ao preconceito, recebendo espaço na mídia e reconhecimento institucional.

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