O caso que estarreceu o estado de Santa Catarina, onde uma mulher, identificada como Leila Jussara Martina Roepke, grávida de nove meses, foi morta pelo filho de apenas 14 anos, teve um novo desdobramento na noite desta quarta-feira (4). O pedido de internação do adolescente no Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) foi acatado pela justiça.
Ele prestou depoimento na madrugada de quarta-feira (4), na Central de Plantão Policial de Blumenau, onde apresentou bastante frieza ao dizer coisas como: “eu dei o tiro na cabeça, porque é tipo uma paulada, só que aí ela iria dormir para sempre”. A motivação do crime teria sido uma briga com a mulher de 34 anos sobre um aparelho celular. Após a audiência, ele ficou no local aguardando uma vaga no Casep.
De acordo com as autoridades, ele foi transferido para o Centro pouco antes das 22h. Rafael Lorencetti, delegado responsável pelo caso, disse que ele foi autuado pela “prática do ato infracional análogo à homicídio qualificado, por conta do meio que impossibilitou a defesa da vítima, pelo feminicídio e pela utilização de arma de fogo equiparada à uso restrito, além do crime de aborto sem o consentimento da vítima”.
Além do menor, o marido da vítima e pai do bebê que ela estava esperando também foi preso em flagrante. Acontece que a arma utilizada pelo adolescente era da posse dele.
De acordo com as autoridades, a arma estava com numeração raspada. O padrasto do adolescente também foi enquadrado por negligência, já que deixou a espingarda no guarda-roupas, local de fácil acesso.
PAI DA VÍTIMA COMENTA SOBRE CRIME
Leila foi velada nesta quarta-feira (4), em Benedito Novo. Lá, o pai dela, que presenciou o crime bárbaro, deu um depoimento à imprensa, onde afirmou que “estava mexendo no fogão quando ouviu o barulho do disparo da arma de fogo”.
Ele revelou, ainda, que as últimas palavras da filha foram “meu Deus”. Após cometer o ato contra a própria mãe, o menor fugiu. Questionado qual seria sua atitude se o neto permanecesse na casa após cometer o ato, ele disse que “estaria velando o corpo dele junto”, pois iria matá-lo.
Inclusive, mencionou que o adolescente havia sido internado outras vezes após tentar se matar.



