No último domingo (27), uma história comovente ganhou o coração dos moradores de Penha. O cãozinho Buscapé, conhecido por muitos na região do bairro Olaria, morreu atropelado na rodovia Transbeto. Mas por trás dessa triste notícia, está uma história de lealdade que durou anos.
Após o acidente, nossa equipe foi atrás para entender quem era o tutor do cãozinho — e descobrimos uma ligação que vai além da vida.
Buscapé pertencia ao senhor José Carlos da Silva, conhecido como Calinho, morador tradicional do bairro Olaria. Calinho faleceu há cerca de três anos em seu sítio, localizado em Balneário Piçarras. No dia da morte, Buscapé estava ao lado dele e, após o falecimento, foi levado por familiares.
Desde então, o cãozinho nunca mais foi o mesmo.
Segundo relatos da família, Buscapé fugia com frequência, sempre tentando encontrar seu tutor. Ele circulava por lugares onde costumava ir com Calinho: casas de amigos, de parentes, praças e até a praia. Uma rotina de saudade silenciosa.
Mesmo morando recentemente com a filha de Calinho, a Princila, com quem tinha criado novos laços e momentos de lazer, a falta do dono era visível. Buscapé nunca esqueceu seu melhor amigo.
Infelizmente, nessas escapadas em busca de reencontros, acabou sendo atropelado na rodovia Transbeto. A família iniciou buscas pelo cãozinho até que um morador contou ter visto um animal enrolado em plástico do outro lado da via. Era ele. O corpo foi levado e enterrado no mesmo sítio onde passeava com Calinho — um último reencontro.
Um detalhe chamou a atenção dos familiares: Calinho morreu num domingo, dia 27. Buscapé também partiu num domingo, dia 27.

