“Não faz sentido!”: influencer quer revogar lei de SC contra pit bulls e acusa ‘preconceito’

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A influenciadora Daily, do perfil @hauematilha no Instagram, criticou publicamente o novo decreto do governo de Santa Catarina que impõe regras rígidas para a criação e circulação de pit bulls e outras dez raças de cães no estado.

O texto foi assinado pelo governador Jorginho Mello nesta quarta-feira (9) e regulamenta uma lei de 2007, de autoria do deputado Marcos Vieira (PSDB), que até então não havia sido aplicada de forma prática.

Segundo o decreto, todos os cães da raça pit bull e derivados devem ser castrados obrigatoriamente a partir dos seis meses de idade. Além disso, fica proibida a presença desses animais em locais públicos com aglomeração de pessoas, como ruas, praças, parques, hospitais e escolas. Para transitar, os animais precisam usar guia curta, coleira tipo enforcador e focinheira.

Daily classificou as medidas como um “retrocesso” e cobrou que o Estado trate os cães com mais respeito.

“O governador de Santa Catarina publicou um decreto que é um verdadeiro retrocesso. Agora os pit bulls são obrigados a serem castrados a partir dos seis meses e, se quiserem sair de casa, têm que usar enforcador, guia curta, focinheira. Isso não é proteção animal, é uma punição coletiva. Preconceito disfarçado de segurança pública”, disse a influenciadora em vídeo publicado.

A fala gerou repercussão nas redes sociais, com centenas de apoiadores da causa animal questionando a eficácia das medidas adotadas.

De acordo com o decreto, serão consideradas como derivadas da raça pit bull as seguintes: American Pit Bull Terrier, Staffordshire Bull Terrier, American Bully (em todas suas variações, incluindo Pocket, Micro e Exotic), American Staffordshire Terrier, Red Nose e Pit Monster.

O governo estadual justifica a regulamentação como uma ação de segurança pública, mas a medida levanta discussões sobre direitos dos animais, políticas públicas de bem-estar animal e estigmatização de raças.

Grupos de defesa dos pit bulls têm se mobilizado para tentar revogar o decreto ou ao menos flexibilizar alguns de seus pontos. Até o momento, o governo não se manifestou sobre a repercussão negativa nas redes.

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