“Quero que ela morra”: colegas fazem live após aluna se automutilar em escola de Porto Belo

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Um caso grave de bullying em Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina, está gerando preocupação entre pais e responsáveis. Uma aluna de 12 anos, da Escola Maria Benta, se automutilou na noite de quarta-feira (9), após enfrentar conflitos com colegas da unidade escolar. Dois dias depois, as mesmas colegas teriam feito uma live nas redes sociais onde, chegaram a dizer “eu quero que ela morra”.

A mãe da menina afirma que procurou a escola após o ocorrido e foi informada de que havia outros casos semelhantes na mesma turma, e que a unidade contava com o apoio de uma psicóloga do município, que estaria realizando palestras. Ainda assim, segundo a responsável, nenhum responsável foi comunicado previamente sobre os conflitos e o quadro envolvendo os alunos.

A transmissão ao vivo teria ocorrido na sexta-feira (11), após as alunas descobrirem que a vítima seria transferida de escola. O conteúdo da live agravou a dor da família e gerou revolta, especialmente pela falta de providências comunicadas até o momento pela direção da escola.

“Mas serve de alerta, pois poderia ser algo muito mais grave”, disse a mãe, que compartilhou imagens dos ferimentos e relatou que os cortes foram superficiais. O caso levantou questionamentos sobre a atuação da escola na mediação de conflitos e na comunicação com as famílias.

A situação ocorre dias após outro episódio envolvendo violência escolar ser registrado em Santa Catarina. Em Balneário Piçarras, um menino de 6 anos sofreu um corte na testa dentro da sala de aula da Escola Municipal Felicidade Pinto Figueredo. Segundo a família, o ferimento foi causado por outro aluno, com uma lâmina de apontador transformada em estilete artesanal.

A mãe e a tia da criança afirmam que o menino já vinha sendo agredido anteriormente, e que a escola não prestou esclarecimentos nem acionou a família de imediato. O caso gerou indignação entre pais de outros alunos, que relataram situações semelhantes nas redes sociais. Até o momento, não houve reunião coletiva com os responsáveis, segundo os relatos.

A Secretaria de Educação de Balneário Piçarras informou que acompanha o caso e que as famílias foram chamadas para reunião com a direção da unidade.

O Jornal Razão entrou em contato com a Prefeitura de Porto Belo questionando por que os responsáveis pelos alunos não foram informados previamente sobre os casos de conflitos e automutilação envolvendo estudantes da Escola Maria Benta. Também foi solicitado posicionamento sobre a live realizada por colegas da vítima e as medidas que estão sendo adotadas para prevenir novas ocorrências. Até o momento, não houve retorno.

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