O planeta Terra está girando um pouco mais rápido do que o normal nesta quarta-feira (9), o que fará com que o dia tenha menos de 24 horas. O fenômeno, que já foi registrado em outros momentos, é causado por variações na rotação da Terra e pode provocar dias mais curtos em frações de milissegundos.
A diferença, imperceptível no cotidiano, é monitorada por cientistas que utilizam relógios atômicos e instrumentos de altíssima precisão para medir o chamado tempo solar médio – o intervalo que o planeta leva para completar uma rotação completa sobre seu eixo.
Esse tipo de medição é realizado com o uso de relógios atômicos, adotados por cientistas desde a década de 1950. Segundo o site Time and Date, até 2020, o menor tempo de rotação da Terra — conhecido como LOD (Length of Day) — havia sido registrado com uma antecipação de 1,05 milissegundo. No entanto, desde então, essa diferença tem aumentado ano após ano.
Apesar de o dia oficial possuir 86.400 segundos (exatamente 24 horas), registros indicam que, em datas como esta, a rotação pode ser completada em menos tempo. O recorde anterior foi registrado em 5 de julho de 2024, quando a Terra se adiantou em 1,66 milissegundo.
Neste ano, as previsões indicam que os dias 9 e 22 de julho, além de 5 de agosto, devem registrar durações semelhantes — ou até inferiores.
Essa variação pode ser explicada por diferentes fatores, entre eles a posição da Lua em relação à Terra. O planeta tende a girar mais rapidamente quando o satélite natural se encontra mais ao norte ou ao sul da Linha do Equador.
Com informações de CNN
