Uma operação conjunta da Polícia Militar, Celesc e Floram prendeu duas pessoas nesta sexta-feira (13) em Florianópolis (SC), por furto de energia elétrica em dois bares localizados na Servidão João Gonçalves, no bairro Carianos — região conhecida como Panaia.
A ação teve como alvo dois estabelecimentos que, segundo apurado pela PM, seriam usados como esconderijo e rota de fuga por criminosos investigados por tráfico de drogas, muitos deles com tornozeleira eletrônica.
Operação teve início após episódio polêmico com traficante liberado
A operação desta sexta ocorre poucas semanas após uma ocorrência que mobilizou diversas guarnições da PM, quando um homem com tornozeleira foi preso com maconha e dinheiro em um ponto de tráfico na mesma comunidade.
Na ocasião, o preso correu para dentro de um bar ao perceber que seria detido, o que desencadeou um confronto com cerca de 30 pessoas que cercaram a guarnição, tentando impedir a prisão. O suspeito acabou sendo solto pela delegada de plantão, o que causou revolta entre os policiais.
No episódio, de acordo com informações dos próprios policiais, a delegada responsável entendeu que a quantidade de droga apreendida era pequena e não justificava lavrar o flagrante.
Os agentes relataram ainda que, mesmo explicando que o homem estava monitorado por tornozeleira eletrônica e era alvo de investigações, a delegada afirmou que ele seria solto de qualquer forma, já que, segundo ela, “o juiz soltaria no dia seguinte”.
Diante desse contexto, a Polícia Militar intensificou o monitoramento da região e organizou a nova ofensiva com o apoio de técnicos da Celesc e agentes da Floram.
“Gato” de energia confirmado e prisões efetuadas
Durante a vistoria nos dois bares, os técnicos constataram ligações clandestinas de energia elétrica, popularmente conhecidas como “gatos”. Diante do flagrante, os envolvidos foram presos e encaminhados à Central de Polícia.
A Floram também deve apurar possíveis crimes ambientais cometidos nos imóveis.
A corporação reforçou que continuará atuando de forma incisiva nas áreas críticas da Capital, principalmente onde há forte influência do crime organizado e reincidência de casos como o que ocorreu no final de maio.

